quarta-feira, 18 de novembro de 2009

vai, vai, vai, vai...

O Tempo deveria ser um senhor bonzinho, de sorriso fácil, que conta causos e piadas e gosta de tocar viola. Ou um rapaz nem feio nem bonito, daqueles que a gente olha e gosta, mas não sabe o que tem, só sabe que “tem alguma coisa”. Ou até uma mulher sábia, bela e faladeira, com mil histórias para contar a respeito de tudo o que vê e vive.

Tempo. Algo que deveria ser leve, irresponsável.

Deixar tudo por conta do Tempo me cansa. Ele não merece esse peso. Deve ser fluido, para poder passar. Cansa. O Tempo não resolve. O Tempo não faz esquecer. O Tempo não faz passar. Ele simplesmente passa.

Acho que o Tempo é um senhor exausto, de corcundas enormes.

domingo, 1 de novembro de 2009

como as coisas não devem ser

Havia uma lagartixa nas minhas costas. Alguém a pegou e a jogou no chão, sumiu. Pena. Se fosse uma borboleta, sairia voando.

domingo, 6 de setembro de 2009

número cinco

hoje acordei e optei pela castidade

terça-feira, 11 de agosto de 2009

louvada seja a dança...

ó homem, ó mulher
aprenda a dançar
senão os anjos do céu
não saberão o que fazer contigo...

Oração da Dança, Santo Agostinho

terça-feira, 21 de julho de 2009

número quatro (com muitas reticências)

Oi, por favor, eu posso te dar um beijo?
Acho que agora consigo dormir.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

lálálálá lálálá...

para tempos caóticos, sentar-se na raiz de uma árvore, sorrir, sorrir, sorrir...

"...tudo o que você disser deve fazer bem, nada que você comer deve fazer mal"
(Gilberto Gil. Mas eu queria que fosse minha!)

domingo, 12 de julho de 2009

clima branco

andar pra lá e pra cá, por favor, onde entrego este papel? correr de um lado para o outro, pés sangrando, seringas, soros.

não estar doente parece um crime. moléstia. pequenos furos nas veias que deixam enormes manchas arroxeadas, leitos nada simpáticos, nada simpático.

gota a gota, o soro faz seu efeito.

os nomes das alas atraem: “expurgo”; “acolhimento”. um ambiente quase humano?

asséptico. estéril. inodoro, incolor, insípido.

e uma vontade imensa de dançar e cantar em cima das macas.