O Tempo deveria ser um senhor bonzinho, de sorriso fácil, que conta causos e piadas e gosta de tocar viola. Ou um rapaz nem feio nem bonito, daqueles que a gente olha e gosta, mas não sabe o que tem, só sabe que “tem alguma coisa”. Ou até uma mulher sábia, bela e faladeira, com mil histórias para contar a respeito de tudo o que vê e vive.
Tempo. Algo que deveria ser leve, irresponsável.
Deixar tudo por conta do Tempo me cansa. Ele não merece esse peso. Deve ser fluido, para poder passar. Cansa. O Tempo não resolve. O Tempo não faz esquecer. O Tempo não faz passar. Ele simplesmente passa.
Acho que o Tempo é um senhor exausto, de corcundas enormes.